04 fev, 2021
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Ao longo dos anos, as construtoras têm acompanhado o aperto de suas margens de lucro, criando uma verdadeira corrida para a elaboração de orçamentos cada vez mais justos e assertivos. Diante disso, torna-se imperativo que orçamento, planejamento e controle tenham suporte na mesma base documental para garantir o resultado esperado do projeto. Diversas empresas têm investido em ERPs que prometem reunir tais dados, visando sempre o mesmo objetivo: que o construtor tenha segurança de que obterá, ou superará, o resultado esperado ao fim do empreendimento. Hoje não basta apenas levantar corretamente as quantidades de recursos humanos, equipamentos e materiais necessários para execução da obra baseando-se em composições e índices conhecidos do mercado. É preciso pensar nas metodologias executivas, no fluxo de caixa, na exposição financeira, na interface das diferentes fases da obra e, também, na interface com outros projetos, nas partes envolvidas e nos riscos. Dentre os principais fatores de erro em orçamentos, estão (i) a falta de conhecimento específico sobre o projeto, (ii) a falta de detalhamento da EAP, causando a não inclusão de todos os serviços necessários para a completude do escopo, e (iii) o levantamento incorreto de imprevistos e possíveis problemas, a taxa de contingência. Nesse sentido, a administração contratual é fundamental para a prevenção de prejuízos, já que usará de registros para assegurar a execução dos serviços do escopo e nada além deste, a não ser que por meio de aditivos ao contrato. Atuará ainda para assegurar que eventos alheios à vontade da construtora que impactem no cronograma das obras sejam qualificados e quantificados, visando imediato reequilíbrio contratual. *Eng. Hilton Junior e Gustavo Sousa são, respectivamente, vice-presidente de operações e diretor de engenharia da Swot Global Consulting